terça-feira, 13 de agosto de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

Limpezas e afins

Estou, meus amigos, cansado até dizer chega. Passei grande parte do dia em limpezas e arrumações neste cubículo a que eu, carinhosamente, chamo de quarto. Pois é, não é nenhuma divisão ampla por aí além; é até algo pequenina, mas para mim é suficiente. Ou costumava ser. Hoje, enquanto limpava e arrumava, dei-me conta da quantidade imensa de porcaria que eu consigo acumular aqui. Nunca, em toda a minha vida, mandei tanto papel para a reciclagem! Sacos e sacos e sacos e sacos e sacos, um sem fim de sacos. Depois declarei guerra aberta aos livros. Já grassavam por todo o lado: uns tortos nas estantes, outros em montículos no chão, em cima da mesinha de cabeceira, em cima da secretária, em cima da televisão... Mas pronto: agora estão todos que é um mimo, alinhados e compostinhos. O mais fantástico de tudo é que agora já não preciso de pedir licença para entrar no meu próprio quarto e nem corro o risco de ultrajar nenhum livro com uma pisadela não propositada.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Só mais uma!




Nos últimos dias, como não tivesse mais nada que fazer, tenho andado a debruçar-me sobre este tipo de iconografia. Hoje tropecei nesta estátua (infelizmente, não in loco... lol) e apeteceu-me mesmo partilhá-la. Já agora, fica um desafio pequenino: quem são as figuras ali representadas? :)

sábado, 3 de agosto de 2013

Certezas

De uma coisa estou certo em absoluto: jamais estarei só. Haverá uma dor de cabeça que me acompanhará sempre.

Oh sorte maldita... Qualquer dia apanho uma overdose de ben-u-ron, lol.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Mil!

É só mesmo para ressalvar que esta minha chafarica atingiu e ultrapassou a barreira psicológica dos 1000 visitantes. :)

Obrigado!



quarta-feira, 31 de julho de 2013

A morte de Dido

(...)
Ali as cruéis Parcas lhe mostraram
As ilíacas roupas que pendentes
Do tálamo dourado descobriam
O lustroso pavês, a teucra espada.
Com a convulsa mão súbito arranca
A lâmina fulgente da bainha,
E sobre o duro ferro penetrante
Arroja o tenro cristalino peito.
E em borbotões de espuma murmurando
O quente sangue da ferida salta.
De roxas espadanas rociadas
Tremem da sala as dóricas colunas.
Três vezes tenta erguer-se,
Três vezes desmaiada sobre o leito,
O corpo revolvendo, ao céu levanta
Os macerados olhos.
(...)

Correia Garção


"Que há de mais infeliz do que um infeliz que não sente a sua infelicidade e chora a morte de Dido, que se consumava amando Eneias (...) Não chorava por isto e chorava pela morte de Dido que, com um punhal pusera fim à vida, seguindo eu próprio em direcção ao mais ínfimo da criação, abandonando-te, e, como terra que era, dirigindo-me para a terra. Se me impedissem de ler tais coisas, sofreria, por não poder ler aquilo que me fazia sofrer. Era tal a demência, que eram tidas por mais nobres e mais proveitosas estas letras do que aquelas, com que aprendi a ler e a escrever."

Santo Agostinho, Confissões