quarta-feira, 17 de julho de 2013

Olfacto

É incrível a quantidade de memórias que podem ser despoletadas por simples odores. Hoje, ao entrar no meu local de trabalho, senti o cheiro de uns alimentos quaisquer que não soube (nem sei...) identificar logo quais. Certo é que, mal esse odor me chegou às narinas, fui automaticamente transportado para alguns locais deste mundo que visitei há algum tempo. Foi um corrupio de memórias e sensações que desencadearam outras memórias: onde foi, quem estava comigo, o que fiz, o que comi, relações que cimentei. Basicamente, revisitei. Foi o suficiente para me deixar muito bem disposto durante o resto do dia! :)


(Só para o caso de haver dúvidas: não. Não sou eu.)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Se...

...eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa,
e não te sei dizer mais nada...


Excerto de Cecília Meireles

sábado, 13 de julho de 2013

Em bon purtuges

Ontem estava eu quase a chegar a casa e um cão salta a vedação lá da casita dos seus donos. Ao pé de mim vinham duas raparigas e eu já me tinha apercebido que isto de dominar minimamente a língua de Camões não era com elas. Quando as ditas cujas viram o cão, deu-se a seguinte conversa:

1: Epááááá!!! Não gosto nada de cães!!!
2: Eu também não! Isto dos cães deviam era andar todos com um alzaime na boca.
1: Alzaime? Isso mais parece a doença.
2: Mas é assim que se diz. É aquilo que se põe na boca dos cães.


Espero não ter chocado ninguém...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Peixinhos

«Pois que fez? Mudou somente o púlpito, e o auditório, mas não desistiu da doutrina. Deixa as praças, vai-se às praias, deixa a terra, vai-se ao mar, e começa a dizer a altas vozes: Já que me não querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes. Oh maravilhas do Altíssimo! Oh poderes d'O que criou o mar, e a terra! Começam a ferver as ondas, começam a concorrer os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos, e postos todos por sua ordem com as cabeças de fora da água, António pregava, e eles ouviam.»

Padre António Vieira, Sermão de Santo António



Às vezes também me sinto a pregar aos peixinhos...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Vocações

Cada um acaba por ter a sua, nem que seja vocação para não fazer nada. Normalmente, ali a partir de determinada idade, uns antes outros depois, percebe-se que uma pessoa tem mais jeito para isto, outra para aquilo, etc. etc. etc. É a sua vocação! Uns serão médicos, outros inginheiros, outros professores, e por aí fora.
Há pouco vinha eu descansado da vida no metro e dei por mim a olhar para um rapaz. Alto lá, mentes perversas! A dada altura da viagem, o tal moço começa ali a fazer uma ginástica agarrado a uma das barras de segurança da carruagem, que mais parecia um pole dancer! É claro que não tenho nada contra os praticantes de tal actividade, mas convenhamos que haverá locais mais apropriados que não uma carruagem cheia de gente. Não penses, no entanto, benigno leitor, que não estou agradecido ao rapaz! Estou e em muito...!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sobre mim

Sou tão simples, tão simples... que estive quase para ser feio.


(modéstia à parte... LOL)